terça-feira, 30 de agosto de 2011

Respeitável público!



No 1º semestre deste ano, a Canal C foi convidada a participar de um projeto desafiador: a publicação inédita de parte do repertório dramático de um dos mais importantes momentos do circo brasileiro - o circo-teatro. Nesta tarefa hercúlea de, em apenas três meses, curar texto e foto (fruto de uma pesquisa de mais de vinte anos), desenvolver conceito gráfico, transcrever manuscritos, editar e revisar conteúdo, tratar fotos, diagramar e negociar direitos autorais, fizeram parte a pesquisadora Sula Mavrudis, equipes Canal C, Lab Design e ICSM. O projeto foi viabilizado pela Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio da Superintendência de Ação Cultural e do Prêmio Cena Minas.

Fica registrado nosso mais sincero obrigado a todos que se envolveram, de forma tão apaixonada, no trabalho de resgatar e dar reconhecimento a esse patrimônio da cultura popular.

A Canal C tem orgulho de ter colaborado para a realização desta coleção que inclui 36 peças de drama e comédia do circo-teatro e que, além de instrumento de preservação, vem valorizar a memória e o trabalho artístico de centenas de famílias circenses.

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--> Leia aqui uma entrevista sobre circo, realizada em 2009, com a pesquisadora e uma das curadoras do projeto, Sula Mavrudis.

--> Circo-teatro, por Wikipédia.

Na foto, parte da equipe no lançamento do projeto, realizado ontem na Funarte, em Belo Horizonte. No evento, a Cia Teatral ManiCômicos encenou "...e o céu uniu dois corações", um clássico do circo-teatro.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

"O poder da palavra na cibercultura"


Nesta quinta-feira, às 19h30, Pierre Lévy e Gilberto Gil estarão na sede carioca do Oi Futuro para debater temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais. O encontro de ideias do filósofo tunisiano e eminente estudioso do assunto com as do ex-ministro da Cultura e um dos pioneiros na discussão do tema no Brasil, além de presencialmente, poderá ser acompanhado também via transmissão online.

Recomendamos!

Mais informações sobre o debate aqui.
Para acompanhar Pierre Lévy no twitter: @plevy

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Por uma vida melhor na mídia"


Recomendamos o ótimo texto que aborda, de forma crítica, a recente discussão na mídia brasileira sobre os livros didáticos adotados pelo Ministério da Educação (MEC). Em questão, preconceito linguístico e educação. Boa leitura!

Para ler, clique aqui.

sexta-feira, 29 de abril de 2011



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Inscrições Abertas

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Termos da língua inglesa saem da internet e vão parar no dicionário Oxford


Siglas como "OMG" (oh, my God) e "LOL", velhas conhecidas de quem utiliza a internet, agora viraram verbetes do dicionário Oxford. A publicação, que tem quatro revisões por ano, incorpora tanto termos vindo da rede quanto termos que surgem nas ruas e acabam tendo ampla utilização. O editor-chefe de novas palavras do Oxford, Graeme Diamond, explicou como é que uma palavra entra no dicionário, em entrevista para o site da rede de televisão CNN: "É preciso mostrar que a palavra esteve em uso por um bom tempo e, o mais importante: que a palavra é usada e entendida por uma ampla audiência".

Um dos novos termos dicionarizados, "WAG", foi criado por um jornal britânico em 2002 e ficou sem ser usado por quatro anos. Em 2006, com a grande cobertura da imprensa sobre a seleção inglesa, a sigla começou a ser novamente usada e entendida por todos.

Outra possibilidade é a de um termo já existente ganhar um novo sentido: "heart", por exemplo, agora também virou verbo. Isso ocorreu graças àquelas lembranças turísticas de Nova York, em que está escrito "I ♥ NY" . De acordo com o dicionário, essa pode ser a primeira vez que um termo em inglês foi popularizado primeiro por meio de camisetas e adesivos.

Fonte: UOL Educação

quinta-feira, 31 de março de 2011

Português "correto"


Gostaríamos de compartilhar um texto publicado hoje na internet de autoria de Conrado Moreira Mendes, doutorando em Semiótica e Linguística Geral pela USP. O texto repudia o preconceito linguístico e, por isso, assinamos embaixo.

"Hoje acordei e me deparei com uma manchete de uma coluna da Revista Veja, segundo a qual, Lula, por “trucidar” a língua portuguesa, não mereceria ganhar o titulo de honoris causa, oferecido pela Universidade de Coimbra, no dia 30 de março de 2011.

Eis o link:
(http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-trinca-que-trucida-o-portugues-pode-tirar-o-sono-dos-professores-de-coimbra/)

Muitas pessoas que pensam de forma semelhante à da Revista Veja podem estar se questionando quão absurdo foi ter sido concedido, de acordo com o texto da coluna de Augusto Nunes, “o título de doutor honoris causa a um homem que nunca leu um livro nem sabe escrever”.

Gostaria de tornar pública minha indignação em relação a esse amontoado de preconceitos de toda ordem veiculados naquele pequeno texto daquela coluna. Encaremos os fatos e assumamos que esse homem que, segundo a coluna da Veja, “nunca leu um livro nem sabe escrever”, foi o presidente que mais apoiou financeiramente a educação no Brasil de todos os tempos.

Vamos fazer um pequeno esforço para nos lembrar – e nem faz tanto tempo assim – que durante a era FHC os professores universitários da rede federal, que, além dos mestrandos e doutorandos, são os pesquisadores do Brasil, ficaram 8 – OITO – anos sem 1 centavo de aumento.

Durante a era Lula, investiu-se em melhores salários, no aumento do número das Universidades Públicas, no aumento do número de bolsas de mestrado e doutorado, no aumento das bolsas do Prouni, entre outras ações que visaram à melhoria do sistema educacional do Brasil e, de forma metonímica, do Brasil como um todo.

Já FHC, doutor, último catedrático da USP e ex-professor da Sorbonne, ofereceu tão somente condições de sucateamento com vistas à privatização das Universidades Públicas. Imagine como seria um país que não produz conhecimento, que não faz pesquisa? É público e notório que a grande maioria das universidades particulares visam apenas ao lucro e são raras as que tem um programa de pesquisa ou de extensão.

Por fim, a afirmação da coluna da Revista segundo a qual Lula “trucida” o português revela uma ideologia segundo a qual – e infelizmente ainda muito corrente no imaginário popular – o português de Portugal é mais puro, melhor, mais correto que o do Brasil por se aproximar mais da gramática normativa. Vejamos um trecho primoroso da coluna de Nunes:

“Faz mais de 500 anos que o idioma oficial do Brasil chegou a bordo das primeiras caravelas. Mas os governantes da antiga colônia ainda não aprenderam a falar português.”

Àquele texto, segundo o qual Lula “trucida” o português, ainda subjaz um preconceito maior ainda: se o português do Brasil é inferior ao de Portugal, o português do nordestino é o pior do pior, já que o Nordeste é uma região historicamente estigmatizada no Brasil.

Acontece que a gramática normativa foi construída sobre as normas do português de Portugal e não sobre as do português do Brasil. E mais: as normas gramaticais nada mais são que a escolha de um certo tipo de variante, baseadas em alguns textos literários de uma determinada época. Portanto, nada mais arbitrário que a gramática normativa. Eu, como linguista, duvido muito que qualquer brasileiro, ou qualquer jornalista da Revista Veja, siga cegamente todas as regras dessa gramática, o que seria, no mínimo, ridículo.

Seguramente os professores de Coimbra, uma das universidades mais antigas do mundo, têm uma visão muito mais ampla sobre conhecimento, política e sobre a própria língua portuguesa que aquela restrita e distorcida visão de mundo que se apreende daquele texto infeliz."